Kid Abelha E Os Abóboras Selvagens - Tomate (1987)


Artista: Kid Abelha E Os Abóboras Selvagens
Disco: Tomate
Ano: 1987
Esta edição: 1998 (Re-edição em CD)
Gravadora: WEA (Edição original) / Warner Music Brasil (Re-edição)
Estilo: Pop Rock
Tempo total: 36:04
Formato: MP3 320k (+ capas)

Faixas:
01. Me Deixa Falar - 4:50
02. Eu Preciso - 3:59
03. No Meio Da Rua - 3:47
04. Dança - 5:21
05. Tomate - 4:25
06. Leão - 4:02
07. Mais Louco - 4:27
08. Amanhã É 23 - 5:10

Um pouco da história:
Kid Abelha (antes Kid Abelha e os Abóboras Selvagens) foi um grupo pop brasileiro que fez sucesso no país desde a década de 1980. Era composto por Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato. Eles já venderam 9 milhões de cópias de discos somente no Brasil.

Em 1981, Paula Toller conhece Leoni na faculdade. Ambos estudavam na PUC-Rio e começaram a namorar. Com isso, Paula passou a visitar os ensaios da banda "Chrisma", formada por Leoni (voz e baixo elétrico), Carlos Beni (bateria) e Pedro Farah (guitarra). Os garotos sempre convidavam Paula a ingressar na banda, porém, ela sempre recusava, alegando ser tímida. Suas visitas aos ensaios a motivaram a cantar. George Israel, por sua vez, foi visto tocando saxofone em Búzios, Rio de Janeiro, e convidado por um amigo de Leoni a conhecer a tal banda que este liderava.

George aceitou o convite e se uniu à banda, pouco tempo depois conhecida como Kid Abelha e os Abóboras Selvagens, nome escolhido durante uma transmissão ao vivo na Rádio Fluminense FM. A primeira demo executada pela extinta rádio foi Distração. O sucesso foi imediato, a banda passou a fazer shows no Circo Voador e, com isso, participam do LP Rock Voador, com duas faixas: Distração e Vida de Cão é Chato pra Cachorro. Pedro Farah foi o primeiro integrante a abandonar a banda, logo no início do sucesso, para morar nos Estados Unidos. Com isso, Bruno Fortunato assume a guitarra do Kid em definitivo. Beni, que mais tarde seria produtor da banda carioca Biquini Cavadão, foi o segundo integrante a sair do Kid, sendo substituído por bateristas contratados.


Depois de entrar com duas musicas no LP "Rock Voador", uma coletânea de bandas novas lançada pela Warner, a banda é contratada pela gravadora e grava o primeiro compacto, Pintura íntima, que teve no lado B a canção Por Que Não Eu?. "Fazer amor de madrugada..." foi o primeiro refrão do Kid Abelha a ficar na cabeça dos brasileiros, e primeiro disco de ouro. Em 1984, o maior sucesso da banda entrou como lançamento do segundo compacto, Como Eu Quero, os levou ao segundo disco de ouro. O Lado B era Homem com uma Missão.

Tomate é o terceiro álbum de estúdio da banda brasileira de pop rock Kid Abelha e Os Abóboras Selvagens, posteriormente conhecidos apenas como Kid Abelha, lançado originalmente em 1987 pela Warner Music. Foi o primeiro trabalho sem Leoni, principal compositor do grupo, sendo que as letras passaram a serem criadas por Paula Toller e George Israel. O álbum vendeu certa de 100 mil cópias, sendo disco de ouro pela ABPD, extraindo canções de sucesso como "Amanhã É 23" e "No Meio da Rua".

Gravado a partir de 27 de setembro de 1986, o álbum teve a produção pela terceira vez de Liminha, além de Paulo Junqueiro, conhecido por trabalhar com as maiores bandas de rock da época como Titãs, Barão Vermelho, Ultraje a Rigor e Plebe Rude. A sonoridade rock e pop rock do grupo foi expandida, trazendo arranjos de funk rock estadunidense e tons dançantes feitos por Nilo Romero, além de um saxofone mais marcado de George Israel. A tematica do álbum amadureceu, tendo como foco principal o amor, variando por um drama familiar em "Amanhã É 23", que por uma das primeiras vezes foge da primeira pessoa, e "No Meio da Rua", que joga entre fantasia e realidade. O título do disco e da canção com mesmo nome são inspirados em um poema de Murilo Mendes, "Tomate (Da Crítica de Arte)", que fala sobre um crítico que analisa tanto um tomate que acaba vendo-o apodrecer.

O álbum é o primeiro trabalho sem Leoni, o principal compositor da banda. A saída do baixista deu-se após diversas brigas geradas quando Leo Jaime convidou todos os integrantes do Kid Abelha para um show, menos Leoni. Foi oúltimo álbum com o baterista Claudinho Infante, que deixou o grupo após desentendimentos, sendo também o último trabalho com o sufixo "e Os Abóboras Selvagens". Com a nova fase do grupo outra mudança deu-se ao figurino de Paula Toller, que deixou de usar roupas estilizadas masculinas para começar a se vestir sensualmente, passando a ser conhecida como sex symbol no Brasil.

Escrevendo para a Folha de S.Paulo, Thales de Menezes fez duras críticas ao álbum ao declarar que a banda "tentou uma maior sofisticação sonora. Ficou na tentativa". Sobre as composições, o jornalista diz que as letras não convencem e sentem a falta de Leoni, classificando o disco como fraco. Em positivo, destaca as faixas "No Meio da Rua" e "Amanhã É 23" como as únicas boas do trabalho. Sobre os integrantes ainda diz:

“Não há nada que destaque a participação do guitarrista Bruno Fortunato; e o baterista Cláudio Infante já mostrou melhor serviço acompanhando Lulu Santos. Quanto a Paula Toller, não há muito o que dizer. Ela tem voz pequena e desafina, é verdade, mas a garota parece ter fãs e depreciadores na mesma proporção.”

Fonte: Wikipedia

Outros discos do grupo já foram publicados aqui no blog (ache eles AQUI).

Site: www.kidabelha.com.br

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